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CBF divulga áudio do VAR sobre expulsão de Giay em derrota do Palmeiras

Brasileirão26 de novembro de 2025
CBF divulga áudio do VAR sobre expulsão de Giay em derrota do Palmeiras

A Confederação Brasileira de Futebol disponibilizou a gravação de áudio da cabine do árbitro de vídeo referente a um lance decisivo na partida entre Palmeiras e Grêmio, válida pelo Campeonato Brasileiro. O confronto, que terminou com a vitória da equipe gaúcha por 3 a 2, ficou marcado pela expulsão do lateral Giay, do Palmeiras, após o cometimento de uma penalidade máxima sobre o jogador Arthur. A divulgação do material busca esclarecer o processo de tomada de decisão que levou o árbitro de campo, Sávio Pereira Sampaio, a alterar a punição inicial de cartão amarelo para cartão vermelho, baseando-se na interpretação de que não houve disputa legítima pela bola, configurando uma infração mais grave conforme as regras do jogo.

O lance em questão ocorreu quando Arthur sofreu uma falta dentro da área, originando o terceiro gol do Grêmio. Inicialmente, Sávio Pereira Sampaio interpretou a jogada como uma disputa de bola e aplicou o cartão amarelo. No entanto, a equipe do VAR discordou da análise de campo, argumentando que o defensor palmeirense saltou sobre as costas do adversário sem visar a bola. A recomendação para revisão no monitor foi fundamentada no conceito de DOGSO (Deny an Obvious Goal-scoring Opportunity), que penaliza o impedimento de uma chance clara de gol. A cabine de vídeo enfatizou que a ação do atleta do Palmeiras não configurava uma tentativa de disputar a posse, o que altera a sanção disciplinar prevista na regra.

Análise técnica e revisão no monitor

Durante a comunicação divulgada, é possível ouvir os integrantes da cabine de arbitragem analisando a dinâmica do choque entre os jogadores. Um dos responsáveis pelo VAR afirma: “Ele está dizendo que é um DOGSO com disputa… o jogador está correndo e aí ele salta nas costas do jogador. Sávio, o pênalti está confirmado, estou só vendo a tática”. Na sequência, outro integrante complementa a visão técnica para embasar o chamado ao monitor: “Eu não vejo disputa da bola. Para mim ele salta… Eu vou recomendar a revisão”. Após observar as imagens no monitor à beira do campo e reavaliar a intensidade e a natureza do contato físico, o árbitro Sávio Pereira Sampaio concordou com a recomendação e alterou sua decisão disciplinar, declarando: “Realmente ele não visa a bola, cartão vermelho”.

A decisão da arbitragem provocou reações imediatas por parte da comissão técnica do Palmeiras. O treinador Abel Ferreira, que recebeu cartão amarelo por reclamação durante o jogo, expressou seu descontentamento com o que considerou uma dupla penalização ao seu time. Em entrevista após o término da partida, o técnico português analisou os erros cometidos por sua equipe e questionou a aplicação da regra no lance da expulsão. “Não podemos cometer um pênalti daqueles, quando o jogo está 2 a 1, e não podemos perder um gol embaixo da trave como Facundo perdeu. Neste nível esses erros custam caro, no final o adversário criou mais pelos nossos erros que propriamente pelo volume que tiveram. Estava tentando entender porque meu jogador foi expulso, regra não deixa jogador ser penalizado duas vezes, mas foi o que aconteceu”, afirmou o comandante palmeirense.

Contexto das críticas à arbitragem

Além da análise específica sobre o jogo contra o Grêmio, Abel Ferreira ampliou suas observações para o cenário geral da arbitragem no campeonato, sugerindo uma mudança de postura dos juízes após punições recentes aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O treinador citou o afastamento do árbitro Ramon Abatti Abel como um fator que poderia estar influenciando as decisões em campo. “Depois deste pênalti muita coisa mudou. Nomeadamente o árbitro desta competição ficou pendurado, será que outros árbitros não ficaram com medo? De apitar, por exemplo, o pênalti no Maracanã”, disse ele, referindo-se a lances anteriores. Ele concluiu seu raciocínio questionando o impacto psicológico das sanções administrativas sobre os profissionais do apito: “Será que os árbitros não ficaram todos com medo que a CBF os castigasse e o STJD ainda desse mais dias de castigo, o que nunca tinha visto em cinco anos de Brasil?”.

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