Menu
Destaques

Médico do São Paulo justifica uso de canetas para perda de peso em atletas

Brasileirão13 de dezembro de 2025
Médico do São Paulo justifica uso de canetas para perda de peso em atletas

O departamento médico do São Paulo Futebol Clube tornou-se foco de atenção após a divulgação de informações sobre uma crise interna e um elevado número de desfalques físicos na temporada de 2025. Diante da repercussão de uma reportagem do UOL, o nutrólogo Eduardo Rauen prestou esclarecimentos sobre a prescrição do medicamento Mounjaro para integrantes do elenco. O profissional de saúde detalhou os motivos clínicos que levaram à utilização das chamadas canetas para redução de peso em dois jogadores, refutando a ideia de que houve desconhecimento por parte da equipe ou falta de critério técnico na decisão.

Rauen defendeu que a conduta foi baseada em análises individuais e necessidades específicas de saúde, focando na recuperação física. Segundo o médico, a aplicação do fármaco seguiu protocolos estabelecidos para casos onde há excesso de peso combinado com problemas nas articulações. Em sua justificativa, ele afirmou: “Não houve qualquer polêmica. O que existiu foram tratamentos médicos individualizados, indicados de forma pontual após avaliações clínicas criteriosas. Conforme descrito na bula, pacientes com IMC acima de 27,5 associados a comorbidades — no caso específico, lesões articulares — têm indicação formal para o uso do medicamento”.

Monitoramento e normas antidoping

O especialista ressaltou que o tratamento ocorreu dentro de uma janela terapêutica planejada, com supervisão diária para controlar a composição física e eventuais reações adversas. Os resultados apontados pelo médico indicaram benefícios diretos para a performance e saúde dos envolvidos. Rauen pontuou: “Os dados mostram que os atletas conseguiram perder peso corporal, diminuir o percentual de gordura e melhorar a massa muscular”. Além disso, ele garantiu a segurança jurídica do procedimento perante as entidades esportivas, declarando: “Importante deixar claro: o medicamento não faz parte da lista de substâncias proibidas pela WADA, portanto não existe qualquer irregularidade ou risco de infração”.

Sobre a aquisição do produto, o médico explicou que o Mounjaro é regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e produzido pelo laboratório Eli Lilly. A compra pode ser realizada diretamente em farmácias nacionais ou via importação, desde que mediante prescrição médica adequada. A escolha da origem do medicamento cabe ao paciente em conjunto com o profissional, sendo fundamental a garantia de autenticidade do produto. O objetivo central, segundo o relato, foi assegurar um procedimento legítimo e respaldado pela literatura médica vigente.

Detalhes sobre dosagens e fabricação

Para finalizar os esclarecimentos, Eduardo Rauen abordou as diferentes apresentações do fármaco disponíveis no mercado. No Brasil, as dosagens aprovadas variam entre 2,5 mg e 10 mg, encontradas em estabelecimentos autorizados. O médico observou que existem versões fabricadas para outros países com concentrações de 12,5 mg e 15 mg, o que justifica a presença de rótulos em outros idiomas em alguns casos. Ele reforçou que tal fato não caracteriza irregularidade, contanto que o medicamento seja original da fabricante oficial e utilizado com o devido acompanhamento profissional.

Leia também